Dia 30 Dizer não

Há cerca de uma semana, no âmbito da promoção de um apartamento que estamos a promover, recebemos um pedido de visita da parte de um potencial comprador. Após uma breve conversa ao telefone, sugeri ao casal que observassem, lessem e escutassem, aqui entre nós, com mais atenção, o link do apartamento. Para além de um descritivo muito informativo, de fotografias vastas e da localização precisa do imóvel, o link continha um vídeo de 15 minutos. Agendamos uma videoconferência. Aconteceu ontem.

Todos nós, mesmo os adultos, devemos estar aptos a receber formação e educação. No que toca à procura de imóveis, muitos dos nossos clientes precisam disso mesmo. Faz parte, no lugar deles sentiria o mesmo. Pode parecer estranho, mas em algumas vezes, estamos mais ao lado dos nossos clientes compradores se lhes sugerirmos que não façam nada, que parem e que não caiam na tentação de fazer visitas por fazer. Porquê? Porque ainda lhes falta ter a verdadeira razão pela qual têm de comprar. Normalmente essa razão designamos de motivação.

Por muito que nós consultores imobiliários ambicionemos obter a “lealdade” de um cliente comprador (leia-se “lealdade” ao facto de este cliente apenas fazer visitas com esse consultor, independentemente do imóvel estar a ser promovido pela imobiliária a, b ou c) amparando-o, mostrando-lhe que estamos ao lado dele, outras vezes temos que ser capazes de dizer não, ou pelo menos, não no momento.

A videoconferência deixou-me com uma sensação de que correu muito bem. Este casal tem de ter a segurança de que se vai mudar para o Porto nos tais 2 meses que nos referiu, assim que a tenham ficaram de nos contactar. Só aí, nesse momento, se acontecer, fazem sentido as visitas. 

Estamos com eles. Sinto que estão connosco. A propósito, por eles mesmos, chegaram à conclusão de que a visita ao tal apartamento não fazia sentido.

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