Dia 33 Balanço anual

Quando eu tinha 13 anos, nas férias do Natal de 1990, a minha mãe falou com um senhor que era dono de uma loja de artigos de correaria em Braga (vivi em Braga até aos meus 28 anos). Tudo o que fosse artigo de couro, aquela loja vendia. Localizada na Rua dos Chãos (quem sobe do lado esquerdo), no exterior da mesma, a ocupar o passeio, estava sempre um potro exposto, na verdade, para mim, aquele potro sempre fora um cavalo. Para ocupar o tempo do “menino”, nesse janeiro, por vários dias, contei centenas de coleiras de couro, de trelas, de ferraduras, de carteiras, de cintos etc. Recordo-me que depois de contar, apontava o número num papel. Designava-se de inventário o trabalho que eu estava a realizar. Já não me recordo bem, mas acho que trouxe umas moedas no bolso.

Poder-se-á dizer que o Consultor Imobiliário angaria casas. Se aprofundarmos a questão, na verdade não angariamos casas, mas sim pessoas, isto é, clientes.

Por uma questão de princípio, adoto a metodologia de fazer o balanço do número de clientes angariados sempre no final do ano. Ao longo do mesmo existem alguns meses, felizmente pontuais, que o número de clientes é 0; pelo contrário, há outros cujo saldo é francamente positivo, vejamos o exemplo de 1-2020, foram 8. Ao todo, desde 9-2017, data do primeiro cliente vendedor angariado, foram 70 os que me confiaram o seu imóvel para promover.

Para conseguirmos uma angariação de um cliente, tudo começa com uma reunião de apresentação de serviços. Estamos em Covid-19 e esta é a sexta semana de confinamento em casa. Ao todo aconteceram 18 destas reuniões (em videoconferência).

Está a custar, o resultado do mês ainda é 0, mas como escrevi, o balanço faço-o ao final do ano. Postura positiva, um passo de cada vez, mas sempre para a frente. Siga…

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