Dia 34 9 horas

A pergunta: “Se chegar ao seu posto de trabalho às 9.30h, o que acontece?”

A resposta: “Não posso mesmo. Tenho de chegar até às 9h sem falta.”

Quando existe um trabalhador por conta de outrem, no âmbito do trabalho preconizado, normalmente existe um horário de entrada e de saída. Se porventura o trabalhador da empresa pública ou privada, não cumprir esse horário, poderá haver consequências. Na minha opinião, poderá existir o motivo para o não cumprimento, mas quando existe cadência e as desculpas superam as soluções, ainda para mais quando evidentes, o caso está tramado. As consequências desse incumprimento podem originar vários níveis de contaminação: na saúde da empresa propriamente dita; nas pessoas indiretamente relacionadas com a empresa, clientes por exemplo; nos colegas, sobretudo nos cumpridores; por fim, para o incumpridor propriamente dito, por arrasto, para a sua família.

Se fizermos as contas, num horário de 8 horas de trabalho um atraso médio de 30 minutos por dia, corresponde a um decréscimo na produtividade de 6,25%. Se existir um almoço cuja sobremesa teve de ser (mais) saboreada, a percentagem alcançará rapidamente dois dígitos antes da vírgula.

Direcionado a muitos dos profissionais autónomos que têm de gerir o seu próprio tempo, este texto é para vocês. Sugiro que trabalhem a gestão do vosso próprio tempo como se trabalhadores por conta de outrem se tratassem, isto é, com um horário de entrada e outro de saída. Força companheiros.

Este texto é também para as/os companheiras/os destes profissionais autónomos, em especial para aquelas/es que respondem “não posso mesmo”.

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