Dia 44 A arquitetura vendida

Assim que terminei o meu curso universitário em arquitetura, complementado à posteriori com um Master’s no estrangeiro (que coisa pomposa), fiquei com uma sensação. A sensação ganhou consolidação assim que descobri o caminho no imobiliário.

O portfolio da arquitetura que realizei ao longo dos 16 anos de prática, foi vastíssimo, só que, muito pobre numa questão vital.

Grande parte dos nossos professores universitários em arquitetura, alguns sem darem conta, incutem-nos a ideia de sermos um profissional por conta própria, para alguns professores, o arquiteto estrela. Imagino que não é só na arquitetura, mas também noutras disciplinas. Essa filosofia é válida, como qualquer outra, mas para vingarmos, há algo que, infelizmente, não nos é ensinado. Não tive esse ensinamento, e não queiram saber o quanto precisei dele.

Ser arquiteto por conta própria, é ser “vendedor” é ter umas apetências diversas. Ser consultor imobiliário é-o também.

Para se ser “vendedor” há que preservar os nossos clientes, por sua vez, angariar novos. Se não angarias estás tramado e o mais espectável é que o teu negócio caia. Para se angariar, por um lado há que prospetar, por outro há que dar seguimento a anteriores contactos estabelecidos. Não sabia isto. Hoje sei.

Ensinaram-me a não presumir. Aproveitando o Covid-19 em que os feriados e fins-de-semana se dissipam, ontem foi dia da equipa Cláudio Silva Consultores Imobiliários, efetuar 32 destes contatos de seguimento. Uma vez mais, há que semear para colher.

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