Dia 181 A migalha

Qualquer que seja a disciplina relacionada com a mediação, envolve no mínimo duas partes.

Enquanto Consultor Imobiliário, Vendedor Imobiliário, Agente Imobiliário, Mediador Imobiliário, ou tantos outros nomes que lhe queiramos chamar, estamos incumbidos de, aquando da receção de uma proposta de compra de um imóvel, fazer com que as partes vendedora e compradora se entendam.

Um parêntesis: certas vezes, assim que recebemos uma proposta de compra de um imóvel, porque a mesma não vai de encontro à expetativa dos vendedores, é prontamente recusada. Na minha opinião, essa recusa é muitas vezes uma ação sensata. Sou apologista de que um imóvel que esteja à venda, não tem forçosamente de ter margem de negociação. Claro que, há casos e casos.

Há uns dias recebemos uma proposta de compra de um imóvel que estamos a promover. Desde aí, passo a passo, contraproposta em contraproposta, temos vindo a aproximar as partes vendedora e compradora. Acontece que, quando estávamos quase, quase a fazer com que as partes se entendessem, quando a diferença de valor se resumia a uma “migalha”, uma desistiu do negócio. Já faltava muito pouco, mas acabamos por “morrer na praia” como se costuma dizer.

Depois de muito trabalho e expetativa gorada, este desfecho resulta em frustração.

Posto isto, há agora que levantar a cabeça e siga para a frente, faz parte da profissão e quiçá, no amanhã, não conseguiremos um negócio ainda mais vantajoso para as 3 partes.

Junte-se à discussão

Compare as listagens

Comparar