Dia 242 A vaca do meu tio – Parte 1

Desde que as descobri, existem duas frases que me vão acompanhando ao longo da vida.

A primeira: “o ignorante muitas vezes é o mais feliz”.

Sendo politicamente incorreto ver verdade nesta frase, a mesma não deixa de fazer algum sentido.

Há cerca de uma dúzia de anos, estava em Loumão, a aldeia do meu pai (freguesia de Queirã, concelho de Vouzela, distrito de Viseu). Um parêntesis, a aldeia do meu pai ainda tem vacas, e tenho bem presente a Amarela, a vaca do meu tio que para mim sempre fora beje.

Domingo de Páscoa, almoço na casa dos meus primos. Família reunida à mesa. Homens sentados. Mulheres comiam à pressa, apesar de dia santo, a lida não perdoa.

Já o bagaço a fazer efeito, o irmão do meu primo (por afinidade), diz-me assim: “Cláudio eu gosto é disto, do convívio. Preciso de pouco para ser feliz.”

Olho em meu redor, observo a casa 100% dos meus primos (não partilhada com o banco) erguida com o próprio suor, por sua vez, constato o sorriso latente nas faces.

(continua amanhã)

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