Dia 251 Tudo ou nada

No teor do exercício da nossa profissão enquanto Consultores Imobiliários, existem duas questões que serão sempre delicadas. Tanto uma quanto outra, estão relacionadas com a relação com o que de mais precioso temos, o nosso cliente.

A primeira, diz respeito ao cliente vendedor que nos entrega um imóvel para promover.

Sempre que temos este cliente, significa que existe um contrato de mediação, por sua vez, nesse contrato, existe um valor pelo qual se promove e se fecha o negócio.

Um parêntesis: cada promoção é uma promoção.

Um exemplo da questão delicada: temos neste momento um imóvel em promoção cujo nosso cliente não baixa 1 cêntimo ao preço. Factos: já tivemos propostas, e o imóvel está acima do preço de mercado (em linguagem simples: está caro). Apesar de queremos muito ganhar uma comissão, faz sentido pressionar o nosso cliente para que aceite um preço que ele não quer? Não, não faz, de maneira alguma. Não nos podemos esquecer que ele depositou confiança no nosso trabalho e temos o dever de corresponder. Outro ponto que não nos podemos esquecer: fomos obrigados a aceitar a promoção do imóvel pelo tal preço acima do mercado?

A segunda, está relacionada com o cliente comprador.

Novo parêntesis: até hoje conto pelos dedos os clientes compradores fiéis a mim, isto é, que eu realmente senti que só trabalharam comigo.

A segunda questão delicada: por muito que nos dediquemos a um cliente comprador, por muitas horas de trabalho gastas, por muitas visitas que tenhamos feito com ele, faz sentido impor-lhe que compre só connosco? E se lhe aparecer um imóvel para comprar, por acaso “caído do céu” (não por nós sugerido)? O que é que ele deve fazer?

Moral da história: aceitemos termos nada, dando muito, podemos ter tudo.

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