Dia 306 Use, mas não abuse

Quando tinha 17 anos concorri a um concurso para criar um painel para o Dia Mundial da Energia. Fiquei em 3º lugar e o prémio foi 100 contos numa conta Poupança Habitação. Recordo-me muito bem do slogan do vencedor: “Use, mas não abuse”.

No âmbito dos meus serviços enquanto Consultor Imobiliário, tenho uma questão delicada que até ao momento ainda não a sei bem gerir. Em jeito de desabafo, é algo que me incomoda, diria mais, às vezes fico fulo com o potencial cliente, outras vezes, mais comigo mesmo. Acredito ser uma questão transversal a muitos colegas que estão na Mediação Imobiliária. Quiçá não tem solução, pois é uma figura inerente à profissão, mas aqui entre nós, ainda não desisti de a encontrar…

Passo a explicar: há dias recebi o contacto de um casal que estava a dar início ao processo de venda da casa deles. Entusiasmadíssimo, lá fui eu ver o imóvel com a confiança em alta. Durante a visita ao imóvel, fiz o meu papel. Ficaram de me dar a posição deles dias depois. Dias depois, a decisão dos proprietários foi mais ou menos esta: Cláudio, adorámos a sua postura hiperprofissional, nunca nos passou pela cabeça que havia pessoas assim nas imobiliárias, estávamos à espera de um “vendedor” bla, bla, bla, e mais blas de mensagens bonitas… só que, veio o terrível “mas”, e o “mas” estragou tudo… optaram por não me entregar o imóvel para que o promovesse, optaram por o fazer eles mesmos.

Com tanto elogio assim, não me entregam a angariação?! Depois de respirar fundo, lá no fundo, encontrei a resposta para mim mesmo. Senti-me usado. O que eles mais queriam, tiveram-no. Quanto acha que vale o nosso imóvel?

Posto isto, siga para a frente, foco nos que aí virão, mas quem sabe, daqui a uns tempos não falaremos de novo…

Post anterior

Dia 305 Boomerang

Próximo post

Dia 307 Organização

Compare as listagens

Comparar