Dia 360 Partilha com ou sem aspas

Em 2007 realizei o Master’s Degree in Collective Housing. Grosso modo, consistiu num programa avançado em Arquitetura centrado no tema da Habitação Coletiva. Foi intenso, durou 7 meses, tantos quanto “vivi” em Madrid.

Por entre várias disciplinas lecionadas, Workshops com arquitetos de renome internacional, Projetos de Habitação Coletiva, Desenho Urbano e da Paisagem, Energia e Sustentabilidade, Sociologia, Economia e Política da Habitação, entre outras, houve uma que me retive um ensinamento que pratico. Na disciplina de Gestão e Promoção Imobiliária, o professor disse-nos algo deste género: “O papel de um promotor imobiliário, não deve ser querer ganhar muito dinheiro, correndo o risco de empatar imóveis, mas sim, criar condições para vender de forma célere, com lucro obviamente, passando logo para outro empreendimento.”

No âmbito da disciplina da mediação imobiliária, assim que uma marca/Consultor Imobiliário, tenha um imóvel para promover, tem o direito, ou não, de partilhar o imóvel com outras marcas/Consultores Imobiliários. Ambas são possíveis, e dizem respeito à identidade e vontade de cada.

Até ao momento, no âmbito deste tema da partilha, identifiquei 4 níveis. O primeiro, o da não partilha declarada. O segundo, o da “partilha” passada, que na verdade não acontece. O terceiro, o da partilha (ainda com aspas), que consiste na não negação da mesma, mas nada proceder para que aconteça. O quarto, o da partilha (pro)ativa.

“Sr. vendedor, gostaria de lhe fazer uma pergunta. E se, no primeiro minuto de promoção do seu imóvel, mais de 200 Consultores Imobiliários de diversas imobiliárias, recebessem uma curta mensagem What’App, com o link do mesmo? Sim, no primeiro minuto.”

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