Dia 457 Os cinco

Quando era menino, devorava livros do “Tio Patinhas” e de “Os Cinco” de Enid Blyton.

Recordo-me muito bem de passar as férias grandes (na altura eram mesmo grandes pois iam de junho a outubro) na sala de leitura infantil/juvenil da Biblioteca Pública de Braga. Desde o Jardim da Praça do Município, mal entrávamos, a sala era logo à esquerda. O Sr. Sá, o “zelador” da sala, conhecia-me muito bem, assim como eu a ele. Desde a sua secretária, localizada mesmo no fundo da sala, a sua frase preferida era “silêncio menino”. Não mais soube dele, mas hoje, 30 anos depois, caso ainda seja vivo, acho que o reconheceria.

Em relação aos livros do Tio Patinhas tenho um segredo: devia ter os meus 7, 8 anos, e um dia roubei-os ao meu tio. Por obra do acaso, um dia, um deles apareceu rasgado. Quando o meu tio o soube, não tive alternativa que não fugir para debaixo da saia da minha avó, ela era uma excelente cozinheira e tinha uma fantástica colher de pau prontinha a usar a quem se aproximasse do neto traquina… Histórias que ficam, histórias que ainda hoje se contam…

Quanto aos livros de “Os Cinco” um segundo segredo: os livros tinham mais ou menos 150 páginas de texto corrido. Apoiando o texto, retratando a cena descrita, iam surgindo páginas ilustradas, as quais ao todo deveriam ser umas 8. À medida que eu ia lendo, assim que chegava e contemplava uma página dessas páginas ilustradas, dava por mim a contar as páginas até à ilustração seguinte, 20 por exemplo. De página para página, dizia para mim mesmo: “já só faltam 19, já só faltam 18, já só faltam 17…”.

Hoje os livros são outros, gosto de ler livros de autoformação para ser melhor profissional e melhor pessoa.

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