Dia 488 As botas do António

Fomos crescendo com vários exemplos de quem é o bom e de quem é o mau.

Um exemplo, o das telenovelas. No último episódio o mau é preso, enlouquece ou morre (com aparato de preferência); quanto ao bom, a partir desse episódio, viverá feliz para sempre.

Um segundo exemplo, o dos filmes de cowboys. Aqui existe uma causa defendida pelos bons; quanto ao vilão, acaba também por morrer no fim, muitas vezes num duelo.

Um terceiro exemplo, o da venda de um imóvel. Ontem tive duas reuniões de pré-angariação de dois apartamentos. No espaço de 2 horas, acabei por conhecer um vendedor mau, e um vendedor bom.

Quanto ao bom, talvez daqui a umas semanas tenhamos novidades, um passo de cada vez…

Quanto ao mau, é mau porque conheci a sua história — Sr. Cláudio para que possa promover o meu apartamento, aguardo o resultado da avaliação do imóvel por parte do banco do casal que assinou o contrato-promessa comigo — na verdade não fazia ideia que existia um contrato-promessa assinado.

Continuou (orgulhoso) a contá-la — Tive o apartamento à venda pela imobiliária X e nada fizeram durante 1 ano, veja bem… por intermédio da imobiliária, recebi uma proposta deste casal, mas era muito baixa. Acabámos por fazer o negócio sem a intervenção dessa imobiliária, no qual fiquei a ganhar, apenas tivemos que aguardar pelo fim do contrato de mediação para assinar o contrato-promessa, o qual assinámos na semana passada.

Caros colegas, naquele momento lembrei-me da minha adolescência, nomeadamente das magníficas botas do António. Eram umas botas robustas, de couro grosso, maravilhosamente bordadas à mão, com desenhos belos e extraordinários…

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