Dia 554 Trabalhar à noite compensa?

No âmbito do primeiro ano do curso de Arquitetura, num determinado dia do mês de junho de 1998, toda a turma estava a ultimar o projeto final. O exercício académico consistia em projetar uma parte de uma cidade, com ruas, praças e edifícios.

Um dos elementos obrigatórios a entregar, era uma maquete em esferovite. Salvo erro a dimensão era A2 (594x420mm).

Um dos momentos do curso que recordo com mais nostalgia, foi precisamente a noite da véspera da entrega desse projeto.

Na noite da entrega, parecia que nevava na sala de aula. Éramos tantos a trabalhar o esferovite, que as bolinhas do mesmo, ao mínimo movimento voavam. O chão da sala, cor-de-vinho, em contraste, enaltecia a visibilidade daquele branco, cor da neve.

A entrega aconteceu, no meu caso, dias depois, a avaliação revelou que a direta valeu bem a pena.

No passado dia 17 de maio, realizei uma visita/reunião a um apartamento T2 na freguesia de Canelas, Vila Nova de Gaia. Eram 21.45h quando entrei no apartamento. Não foi fácil convencer os vendedores a entregarem-me o imóvel para promover, mas pelas 23.45h o Contrato de Mediação vinha assinado.

Ontem, no âmbito de uma outra visita/reunião a um apartamento T3 em Ermesinde, Valongo, a hora do início foi a mesma, a hora de término é que foi diferente, 30 minutos mais cedo, mas valeu a pena, outro Contrato de Mediação assinado veio comigo.

Moral da história: não estou para diretas, aliás já nem sequer as aguento, mas se (de vez em quando) trabalhar à noite compensar…

Há oportunidades que te só te surgem no escuro.

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