Dia 644 O brinquedo que mais gostei de ter

 

Em finais de 1986, não parava de passar na TV o anúncio de um carro telecomandado todo-o-terreno.

“Nikko Turbo Panter… pilota esta máquina e sente toda a emoção dos verdadeiros campeões… vamos, acelera a fundo, quem arranca com carros Nikko, chega seeeeempre à frente. Nikko, os melhores carros comandados à distância… de longe… da Concentra”

Decorria a Ceia de Natal… Por entre batatas, couves, ovo, polvo e bacalhau, o meu olhar estava naquele grande presente que, por detrás de outros, preenchia a base do pinheirinnho.

Às doze badaladas, lancei-me para a abertura do meu presente, finalmente tinha chegado a hora de desembrulhar o meu Nikko…

Um Lamborghini branco?! O que é isto?!!!!!!!! ‒ Este carro não faz parte dos Nikkos, ainda para mais os pneus são lisos, e os Nikkos são para andar em todo o tipo de terreno, no anúncio da TV até as pedras saltavam dos pneus, assim que o Nikko arrancava.

Observo o comando. Vá lá, o comando era sem fio. Pressionei o botão do comando, e o desânimo foi tremendo. Acabara de constatar que o carro só andava para a frente e para trás. Não foram fáceis os momentos e os dias que se seguiram, mas como em tudo, o tempo é o nosso melhor amigo.

Hoje percebo que quando tinha 9 anos, o dinheiro não dava para mais, e guardo aquele brinquedo como o que até hoje mais gostei de ter.

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