Dia 701 O quarto das traseiras – Parte 2/2

(… continuação do texto de ontem)

Sim, claro – Prontificou-se o Sr. amavelmente. Imediatamente após o silêncio falou também, foram dois, três segundos, mas ficamos a olhar uns para os outros, aguardando eu que me encaminhassem para a mesa ali a dois metros. – Onde quer conversar? – Perguntou-me o Sr.

Já que me dá essa liberdade, eu escolho aquele quartinho nas traseiras, onde vocês estavam antes de eu chegar. – Respondi eu.

O Sr. olhou-me nos olhos e consentiu. Ele tinha a máscara na face, e tinha os olhos à vista. A máscara era baça, os olhos não e naquele momento menos ainda.

Em todo o apartamento fazia frio, à exceção do quartinho lá atrás, não mais do que 11m² era a grandeza, e cuja função era ser a verdadeira sala de estar do casal. Havia uma televisão e montes de carrinhos de brincar. Os carrinhos estavam bem estacionados por cima de um daqueles móveis robustos, de madeira maciça, de tom escuro, e claro… os carrinhos eram do neto. Havia um pequeno radiador de 4 rodas, estava ligado, e havia a porta do quarto que estava fechada para que o calor não saísse.

Sentei-me numa poltrona, eles no sofá, bem juntos.

Conversámos uma hora, e fiquei muito mais rico por poder estar naquele recanto. Concluímos a reunião com um até breve. Apalavramos uma segunda reunião, desta vez com a presença dos dois filhos para que melhor os pudessem aconselhar. Vai acontecer? Não sei, espero que sim, e espero que a Equipa CS ZOME ajude este casal, mas esta reunião não esquecerei porque também eu usufruí daquele quentinho que me soube tão bem.

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