Dia 728 Jantar de amigos – Parte 1/2

Hoje é quinta-feira e avizinha-se um balanço da semana muito idêntico ao das últimas duas.

Não sabendo muito bem como caracterizar os últimos dias, sinto algo no ar, sinto que preciso limpar o pó e arrumar a casa. A melhor forma de o explicar, é usando uma analogia. A propósito, adoro analogias. Ora vejamos…

Imaginem que na vossa casa decorre um daqueles jantares de amigos. Um jantar com boa comida, muito animado e cujo aquecimento central lá de casa conforta. Um jantar repleto de risos e de sorrisos. Um jantar daqueles em que todos os presentes estão na mesma frequência. Daqueles em que há brindes, e que sentes que o brinde do bolo-rei te sai a ti, o da satisfação do receber os teus amigos na tua própria casa, e de constatares o quão contentes eles estão. Daqueles que sem dares conta, olhas para o telemóvel e já passa da meia-noite. Daqueles que te vês obrigado a lutar contra ti mesmo, pois não o querendo fazer, o teu racional fala mais alto: “falem baixo, olhem que os vizinhos ainda me chamam a polícia”.

Pois bem, já no final do jantar, despedes-te dos teus amigos, bates a porta e rodas a chave. À medida que te deslocas para a sala, olhas de novo para o telemóvel, e ao contrário dos teus amigos, os algarismos que lá vês não o são.

Já!!!! – Exclamas tu.

Diriges-te para a sala e os “restos” do jantar permanecem sobre a mesa. Levas uns pratos para a cozinha e ela transborda. Precisas arrumar tudo, mas estás feliz…

(continua amanhã…)

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